Big Breasted Blonde Amateurs
«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Ditados populares

De forma a colmatar uma tremenda falha da nossa cultura, foi-me pedido em segredo para apresentar todo um conjunto de ditados populares que têm surgidos nestes últimos anos e cujo impacto já se afigura maior do que verdadeiros clássicos como "de pequenino se torce o pepino".
Resolvidos os termos de tamanho acordo, restava-me apenas pensar em qual dos primeiros ditados iria explorar.
Um dos mais recorrentes no meu quotidiano, ou pelo menos dos sábados de manhã, é:

Mais facilmente se morre num porra-velhos do que na Guerra do Iraque

Esta expressão, correntemente mais utilizada do que os trocadilhos com Jesus e Benfica, remonta à 1ª Guerra do Golfo no já longíquo ano de 1991. Contudo, foi apenas nesta segunda vaga, onde os ataques suicidas são mais do que a média de golos sofridos pelo Vitória de Setúbal neste campeonato, que o ditado imperou por entre as bocas nacionais.
Começando com uma referência clara a esse símbolo do colonialismo italiano que é o porra-velhos, esta frase tem um impacto sonoro tremendo quando reforçado com o sotaque alentejano.
A Ape 50, inventada por Giuseppe Ape em 1950, tem sido a causadora dos maiores massacres automobilísticos de que há memória na História de Portugal do José Mattoso, ao permitir que pessoas com mais de 60 anos possam conduzir livremente pelas estradas.
Ora acontece que o bom do automobilista normal, que anda nas semi-desertas estradas alentejanas a uma média de 120, ligeiramente abaixo das 4 mil rotações, não está, de todo, preparado para se deparar com um aglomerado de latão a 30 à hora e com trajectória incerta.
Escuso de me aventurar em explicações macabras e tenebrosas, pois o venerando leitor já estará a ver o cenário Tarantiniano que se segue: bracinhos para um lado, sangue a sujar o alcatrão, cabeças esmagadas, restos de gasolina desperdiçada (e ao preço que ela está!!!), enfim: uma nojeira.
Tudo porrado, portanto - como por aqui se diria em relação ao processo de esmagar a azeitona para fazer esse precioso líquido que escasseia nos países do norte da Europa e que é o azeite.
O número de desastres causados por velocidades baixas e trajectórias incertas é de tal forma elevado que qualquer notícia que se possa dar sobre os ataques suicidas no Iraque parece coisa de meninos.
E por isso é comum ouvir na boca de um qualquer petiz esta deliciosa expressão que já assume contornos de ditado popular e que agora partilho convosco.
Para bem da Nação.

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1 Comments:
Blogger Ana Leitão escreveu razoavelmente...
Desconhecia. É mesmo coisa de alentejanos. Ainda bem que partilhaste!

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