Big Breasted Blonde Amateurs
«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A Ecoar brevemente
Ainda nos tempos em que me questionava seriamente como é que Silvino, Veloso, Isaías, Mozer, Vítor Paneira e Kulkov levavam três sem resposta da Juventus em Turim, fui assistir a uma peça de teatro que despertou a minha mente cheia de ideais para o fantástico e relativamente inexplorado mundo dos bolsos.
De facto, Bertolt Brecht mandava fazer casacos onde o número de bolsos frequentemente subia acima das duas dezenas. Havia bolsos de vários tamanhos e com distintas finalidades. Tudo meticulosamente calculado e pensado ou não tivesse ele nascido num país que por duas vezes se reergueu dos escombros e que hoje ainda assume o papel de pulmão meio intoxicado da economia europeia.
Lembro-me de na altura ter ido imediatamente contar quantos bolsos tinha o meu casaco. 3. Que tão vulgar se tirarmos todos o simbolismo religioso a ele associado. Caramba, só três bolsos! Confesso que cheguei a baixar a cara numa quase vergonha de que o aparentemente imortal Brecht se risse na minha cara de podre desalmado cujo casaco tinha apenas 3 bolsos.
Seguiram-se tempos de genuína preocupação.
Cheguei a comprar calças com 7 bolsos, onde guardava as coisas mais impressionantes deste mundo: desde bolos a poemas arrancados à laia de rebeldia do livro de português, não esquecendo os inevitáveis bilhetinhos com intimações a encontros que acabaram por nunca se realizar.
Mas os bolsos dos casacos é que sempre exerceram um tremendo fascínio na minha pessoa.
Com o passar dos anos perdi a paranóia do número excessivo de bolsos para começar a alimentar a da utilidade dos mesmos.
Os papelinhos começaram a ser substituídos por recibos vários de cafés, transportes públicos, entradas em museus e monumentos, de restaurantes inesquecíveis que conseguiram fazer a minha felicidade durante um período de tempo considerável, uma ou outra moeda que sempre dará para novo café ou até mesmo uma nota que me colocará um sorriso de conquistador de novos mundos na cara.
Não consigo negar o prazer imenso que sinto ao reviver pequenos passos da minha vida quando visto um casaco e lá descubro restos de momentos vividos um pouco pelos últimos seis meses. Chego a ficar nostálgico, de sorriso perdido na cara. Os pensamentos transportam-me para uma qualquer outra realidade bem distinta desta. De certa maneira, costumo demorar imenso tempo a limpar os bolsos, a desfazer-me de pequenas memórias que se arriscam a desaparecer a qualquer momento, apenas pelo prazer de conseguir prolongar as coisas boas.
Afinal, a vida deveria estar cheia de bolsos por essas esquinas.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Ainda não (acho)
Eis que, 17 dias, uma pequena cirurgia, quase 2000km e poucas horas de sono depois, este blogue regressa à actividade.
De forma meio manca, como convém e vem descrito nos livros da especialidade.
A culpa vem toda desta senhora, que me intimidou a continuar este blogue sob pena de se abater sobre mim uma fúria divina que iria durar 40 dias e 40 noites.
Imune à brilhante argumentação do Richard Dawkins para me converter em algo mais do que um mero cristão civilizado, temi. Assim, e só assim resolvi regressar.
Que nunca nos falte o vinho.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Por tutatis
Todos os anos dedico parte do meu dia 31 a ver quantos livros li.
Sei que soa a algo paranóico, mas sou um fã incodicional de rever a minha agenda e reviver momentos belíssimos (nem todos, confesso) de um ano que se extingue, deixando para trás tantas horas de prazer.
Acreditem que é uma boa maneira de reviver locais e experiências distintas. Um ano de vida numa agenda com datas de aniversários (alguns), com marcações de estórias e turmas (imensas) e os títulos e autores devorados. Impressionante. As minhas agendas ganham sempre um cheiro meio característico de quem se encontra encerrado dentro de uma mala que precisa urgentemente de reforma (descobri há pouco que o buraco está maior) e também isso me faz viajar (pese embora a minha notória falta de olfacto).
Seja como for, foram 91 os livros lidos, devorados quase sempre com uma vontade de saber o que se seguirá e sempre com a penosa sensação de saber que não irei conseguir ler tudo o que queria.
Mas revendo mentalmente os títulos, acho que até nem foi um ano nada mau.
Bom ano de 2010 a quem ainda leia este blogue!

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Para ecoar no jornal local
2010.
Eis que vejo diante de mim mais um ano a começar. Como todos os anos, espero sempre que à meia noite algo de mágico aconteça, que as pessoas que estão à minha volta ganhem uma cor especial, que os sofás se tornem mais confortáveis, que o camarão se refresque a tal ponto que o julgue acabado de pescar nas mais profundas águas de Moçambique, que o Benfica finalmente se afirme como a melhor equipa mundial (quizá europeia), que o Mantorras recupere o joelho e a titularidade na selecção angolana, que consiga ler os volumes todos do Em Busca do Tempo Perdido numa só noite, que os impostos baixem, que o Lobo Antunes deixe de escrever (pelo menos publicar já é um dado garantido), que o Benfica se sagre campeão nacional, que goleie o Porto no Dragão, que o Rui Costa volte a jogar, que contratem o Maldini, o Robinho ou o Weah, que o Berlusconi perca mais dois ou três dentes, que consiga correr mais do que 300 metros sem parar e julgar que vou morrer de ataque cardíaco, que não sinta frio nos pés enquanto escrevo as crónicas para o Ecos, que nenhum peixe aranha me morda, que me sinta um Romário do futebol de praia, que o Ronaldo seja mais humilde, que o Carlos Queiroz deixe crescer o bigode, que o Eça publique algo de fabuloso lá onde estiver, que não me esqueça de pagar o seguro do carro, que ainda tenha carro para poder pagar o seguro, que sinta que ainda há portas que podem ser abertas, que o Benfica seja campeão nos juniores, juvenis e iniciados ( A e B), que o meu consumo de chá seja igual ou superior ao deste ano, que continue a saber os segredos do caril caseiro, que continue a gostar de andar a pé, que proves novos vinhos do Douro, Dão e Alentejo, que continue a sentir o fresco saudável que enregela os ossos das noites de Inverno, que guarde na memória de muitos e bons abraços (sobretudo aquando de golos do Benfica), que o universo de estórias de que me alimento cresça um pouco mais, que continue a sorrir mesmo contra-vontade, que o Novo Acordo Ortográfico não seja implementado, que não me venham falar de paraísos terrestres, que as baratas continuem a coexistir em agradável sintonia com as plantações de regadio, que continue a haver pampilhos, celestes e arrepiados, que o Saramago consiga garantir mais uma polémica, que o Benfica seja campeão (já disse isto?) e que, mas sobretudo, que para o ano cá estejam todos os que ousaram ler estas palavras.

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domingo, 20 de dezembro de 2009
De Castro Marim



Há coisas tão tremendamente fáceis que me chegam a fazer confusão, confesso.
Quinta-feira passada, em Castro Marim, tive a oportunidade de poder estar presente num encontro de Palavras e Música da EB 2/3.
Desde a forma simplesmente amigável como fui recebido até ao (re)conhecimento de redes de trabalho capazes de fazer inveja a muitos dos apregoadores da cooperação entre bibliotecas, foi uma noite verdadeiramente excelente que agora criou em Grândola um ponto mais extremo de um Al(l)garve que deve, cada vez mais, ser um exemplo a seguir.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Isto do contar
Há alturas em que não sei claramente como responder.
Quando me apontam um gravador como quem pede dinheiro e me começam a disparar perguntas sobre quem sou, o que faço, que interessante, fale-me dos sítios onde esteve, o que acha dessa coisa do contar em Portugal, há muito tempo que o faz, posso-lhe tirar uma fotografia, não se encolha...
Pois já estava encolhido.
À maior parte das perguntas limitei-me a sorrir, pois sei que isso não fica registado no gravador.
Agradeci.
Recebi agradecimento de volta com a leve ameaça de: "depois vou-lhe tirar umas fotinhos".
Sim, claro. Esteja mais ou menos à vontade.
Depois de ontem me ter deliciado com o Eternal Sunshine of the Spotless Mind, confesso que fiquei com ideias.
Ah pois fiquei.
Já agora, hoje à noite, 21h30, no Espaço Sou, para mais contos.

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domingo, 25 de outubro de 2009
Há textos maus, mas este então...
Os Domingos sempre foram dias repletos de uma certa nostalgia para mim.
Lembro-me de desesperos adolescentes sobre o que fazer num domingo à tarde.
Não é educado ir a casa das pessoas.
Há mesmo quem opte por não estar em casa.
É dia da família, diziam - e eu que sempre pensei que era mais "dia do Senhor". Hm, pois também já ninguém vai a missa e acreditem que o Saramago nada tem a ver com isso.
Com o passar do tempo, os Domingos começaram a ser o dia que antecede a Segunda-Feira, com tudo aquilo que ela traz e trouxe:
aulas, trabalho, reencontros, trocas de experiências, novos anseios por novo fim de semana.
E portanto, uma palavra apenas resume os Domingos: angústia.
De regressar, de saber que o tempo livre se esvairá, de saber que não consegui acabar o livro do Nick Cave ou de que há planos inadiáveis para amanhã e que não os conseguirei cumprir.
Pffff, mais que as segundas, como me irritam os domingos...

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Fim de tarde nestas terras
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Num acto de pura insanidade propus que se pegasse na primeira frase dos 100 anos de solidão e que um grupo a desenvolvesse.
Numa medida verdadeiramente tresloucada, predispus-me a ser o primeiro. Tremiam-me as mãos e sentia a cabeça confusa.
No fim, lá escrevi qualquer coisa, cheguei a um pequeno impasse ou bloqueio e resolvi passá-lo para outra pessoa.
Agora só voltarei a pensar nisso daqui a sete bocados.
Até lá, sentirei uma tremenda solidão e expectativa.
A senhora que se segue é a M.
Eu fiz isto::

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.
Infelizmente, também eu recordo. O meu avô era dono da velha loja de gelo que tinha aberto na aldeia perdida onde nasci. Na altura, poucos eram os que sequer sabiam o que era gelo. E o coronel, no auge da sua altivez clamou bem alto como seu último desejo ver gelo.
Dizem que morreu num abraço quente ao saco de cinco quilos que o meu avô lhe ofereceu numa manobra de pura publicidade e que deixaram o gelo derreter-se sobre o corpo moribundo durante horas a fio. Esta última ocorrência deveu-se ao facto de o fuzilamento ter coincidido com a greve dos coveiros municipais, sendo que o sr. Arménio, típico resistente nestes tipos de iniciativas – a porra do dinheiro já é pouco, dizia – encontrava-se de baixa.
Não sei quando foi enterrado, pois durante sete dias o caminho que levava à praça principal me foi interdito por mãos familiares e ameaças que ainda hoje tenho medo de relembrar.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A todos os eventuais leitores deste blogue, quase sinto um ímpeto gigantesco para pedir desculpa pela minha ausência e inconstância, mas tempos atribulados têm andado por aí.
Ou então é só um reflexo deste início de Outono quente e frio alentejano.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Smoky literature
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Ditados populares

De forma a colmatar uma tremenda falha da nossa cultura, foi-me pedido em segredo para apresentar todo um conjunto de ditados populares que têm surgidos nestes últimos anos e cujo impacto já se afigura maior do que verdadeiros clássicos como "de pequenino se torce o pepino".
Resolvidos os termos de tamanho acordo, restava-me apenas pensar em qual dos primeiros ditados iria explorar.
Um dos mais recorrentes no meu quotidiano, ou pelo menos dos sábados de manhã, é:

Mais facilmente se morre num porra-velhos do que na Guerra do Iraque

Esta expressão, correntemente mais utilizada do que os trocadilhos com Jesus e Benfica, remonta à 1ª Guerra do Golfo no já longíquo ano de 1991. Contudo, foi apenas nesta segunda vaga, onde os ataques suicidas são mais do que a média de golos sofridos pelo Vitória de Setúbal neste campeonato, que o ditado imperou por entre as bocas nacionais.
Começando com uma referência clara a esse símbolo do colonialismo italiano que é o porra-velhos, esta frase tem um impacto sonoro tremendo quando reforçado com o sotaque alentejano.
A Ape 50, inventada por Giuseppe Ape em 1950, tem sido a causadora dos maiores massacres automobilísticos de que há memória na História de Portugal do José Mattoso, ao permitir que pessoas com mais de 60 anos possam conduzir livremente pelas estradas.
Ora acontece que o bom do automobilista normal, que anda nas semi-desertas estradas alentejanas a uma média de 120, ligeiramente abaixo das 4 mil rotações, não está, de todo, preparado para se deparar com um aglomerado de latão a 30 à hora e com trajectória incerta.
Escuso de me aventurar em explicações macabras e tenebrosas, pois o venerando leitor já estará a ver o cenário Tarantiniano que se segue: bracinhos para um lado, sangue a sujar o alcatrão, cabeças esmagadas, restos de gasolina desperdiçada (e ao preço que ela está!!!), enfim: uma nojeira.
Tudo porrado, portanto - como por aqui se diria em relação ao processo de esmagar a azeitona para fazer esse precioso líquido que escasseia nos países do norte da Europa e que é o azeite.
O número de desastres causados por velocidades baixas e trajectórias incertas é de tal forma elevado que qualquer notícia que se possa dar sobre os ataques suicidas no Iraque parece coisa de meninos.
E por isso é comum ouvir na boca de um qualquer petiz esta deliciosa expressão que já assume contornos de ditado popular e que agora partilho convosco.
Para bem da Nação.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Acordar em Grândola
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Debut
Sinto que iniciei hoje um período de muita escrita e pouca produção num simpático contra-senso sob a égide da FCSH.
Quem tenha informações privilegiadas sobre esse fenómeno estrondoso que são os livros digitais, pode declarar-se oficialmente meu amigo, arriscando-se a receber uma imperial em troca de informações preciosas.
E olhem que não sou menino para brincadeiras...

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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Ideias romanas
Depois de em 2000 me ter dedicado a calcorrear as ruas de um agosto escaldante, regressei agora a Roma, reforçando apenas a ideia que tinha ficado anteriormente.
Não é uma cidade de pessoas nem para as pessoas.
A tremenda luta de poderes e influências que ali se desenrolou durante séculos levou à criação de inúmeras igrejas e palácios de aspecto bélico, onde as janelas surgem muito acima da nossa visão e alcance imediato. Mais do que divino, senti-me desumanizado, avassalado por uma impotência tremenda, acrescida por um calor brutal.
Os incontáveis vendedores ambulantes não me pareceram tão mal quanto a pobreza que nos espera a cada esquina, a cada mão erguida na esperança de uma moeda e aos dizeres (muitos deles imperceptíveis) que em muito se assemelham ao canto chão.
Lamento, mas continuo sem gostar de Roma.

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domingo, 2 de agosto de 2009
Buracos
Aqui poderão consultar a minha mais recente crónica literária onde tento cumprir todas as formalidades que me são exigidas sem excessos nem outras coisas.
Vejam como me portei bem e como não consigo deixar de me sentir orgulhoso por tamanho feito quase anunciando que este país ainda se poderá vir a tornar em algo de sério um dia destes.

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sábado, 1 de agosto de 2009
Poesia pela manhã faz bem a quase tudo
Somos peças de xadrez nas mãos da fortuna
E o rei poderá cair às mãos de um humilde peão.
Não te preocupes com este mundo
Nem com as pessoas que nele vivem.
Pois agora este mundo está perdido,
Desprovido de homens dignos desse nome.

Pois o senhor Ibn al-Labban já em tempos perdidos e na altura em que Portugal ainda não era bem Portugal resolveu descrever assim a simpática postura de quem por aqui habitava.
Um visionário, dirão alguns. Ou apenas, direi eu nesta manhã meio enevoada da existência humana, o retrato de toda uma postura que veio para ficar.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Sobrevivência
Depois de conseguir enfrentar o facto de que o meu corpo sobreviveu a inúmeros e inenarráveis desafios (sobretudo o da paciência - onde está a minha verve à la Cormac McCarthy?), sinto-me um pequeno super-farrapo da existência humana.
Férias procuram-se de forma a conseguir regressar a qualquer coisa que seja aceitável/tolerável/nenhuma das anteriores(?) pelas normas da UE.
A todos os que assistiram à mutilação de um dedo e oferta de uma caipirinha vermelha como sinal de revolta para com tal bebida, agradeço a mais sincera compreensão.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009
É hoje ou aviso à navegação
Quando o não sono é perturbado por pensamentos tenebrosamente vivos, o resultado costuma ser tão tenso quanto o Médio Oriente ou os Balcãs. E quando este se mistura com os nervos que sempre me atacam antes das apresentações onde as minhas exigências pessoais excedem e extrapulam as do mortal comum, nem queiram saber (respira, vá, respira).
Aviso, pois, todos os que se me atravessarem a terem cuidado. Muito cuidado.
Este aviso estende-se aos senhores a serem apresentados.

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sábado, 11 de julho de 2009
Back
Eis que ao fim de 10 dias Lisboetas repartidos entre a Rua das Picoas, o 222 e a FCSH, retorno agora ao Alentejo numa clara tentativa de fazer o desmame de junk food.
Há boas perspectivas de o conseguir fazer ainda a tempo de voltar a ser uma pessoa normal.
A todos os que sofreram com a alteração do meu estado, aqui fica o meu sentido agradecimento pela paciência i tot més.
Sobretudo a esta senhora

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Hihera.com