Big Breasted Blonde Amateurs
«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
FNAC dez anos e não sei que mais
A FNAC lançou agora o que quase considero como sendo uma mega campanha de promoção de forma acelebrar os seus 10 anos no nosso mercado.
Vamos lá a eleger os 10 melhores de livros, cds, e filmes.
O actual ranking não me surpreende mas também não me entusiasma particularmente.
Participem!

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Coisas deste Alentejo em que vivo
Vejo agora nas notícias que o trânsito no tabuleiro da ponte 25 de Abril está incrivelmente congestionado.
Decido, pois, firmemente ir a pé para o trabalho.

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Mais uma corrente
A Pitucha voltou a solicitar a minha colaboração para mais uma corrente.
Dentro das minhas possibilidades irei tentar cumprir com uma frieza e profissionalismo apenas comparados aos do Makukula face a um guarda redes da 2ª B.
Ora as regras desta feita são as que se seguem e que não hesitem em copiar ipsis verbis do blogue da Pitucha:

1. Colocar o link para a pessoa que nos "marcou".
2. Colocar as regras no blog.
3. Partilhar 6 coisas sem importância sobre nós.
4. Marcar mais 6 pessoas no final.
5. Avisar estas pessoas deixando um comentário nos seus blogs.

Já está! Repararam no profissionalismo? Ctrl+C seguido de Ctrl+V. Fenomenal!
Sendo que instintivamente já cumpri as 2 primeiras regras, passo à 3ª com uma fúria quase desmedida:
- Calço o 43
- Leio uma média de 20 páginas de qualquer livro enquanto tomo o pequeno-almoço.
- Nem sempre começo a escovar os dentes pelo mesmo lado.
- Prefiro os chás oriundos da China, apesar de saber que poderão envolver mão de obra escrava
- Há poucos escritores africanos de que verdadeiramente goste
- Defendo que a única coisa que aprendi na Faculdade foi a manipulação de informação.

No que diz respeito às duas regras que se seguem, vou deixar que seis pessoas livremente se marquem e que me deixem a mim os comentários sobre o facto de se terem deixado marcar.

Já agora, queria aproveitar para dar os Parabéns atrasados à Pitucha pelos seus três anos de Blogoesfera e que conte muitos mais.

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Livro da semana

Mais uma vez me sinto impelido a pedir desculpa a todos os honoráveis leitores deste blogue pelo atraso do livro da semana, mas a verdade é que ontem me foi verdadeiramente impossível aqui conseguir um post sobre tal assunto.

Tendo este livro sido um presente de aniversário e pela minha casa andado a pulular desde Maio passado, decidi-me finalmente a lê-lo sem qualquer tipo de receio.

Na página da Wikipédia sobre o autor norte-americano, confessam mesmo que este chegou a influenciar Philip Roth que para mim está naquele limbo superior de uma qualquer existência literária.

E com isto tudo fui ler.

E li.

Rápida e friamente fiz os meus olhos atravessarem um romance que versa sobretudo sobre o plano psicológico, o que, ainda marcado por uma longa conversa com o Gonçalo no passado fim de semana, pareceu fazer algum sentido.

Não digo que é genial, nem vos convido a todos a ler, mas para quem gostou do Everyman, aqui podem-se ver algumas semelhanças.

7/10

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Amy Winehouse
Confesso que quase sempre sinto uma certa aversão a todos os proclamados êxitos e que em relação à música essa aversão é ainda mais forte.
Contudo, andava eu ontem pela FNAC do Chiado a preencher o tempo que me separava de ter um novo BI, quando dei por mim a ouvir o DVD da Amy Winehouse ao vivo não sei onde em Londres. Um ambiente formal que mais sugeria uma outra época, com músicos vestidos como já não se vê e uma voz impressionante.
Cedi quase imediatamente à tentação e não fosse ter na minha mão direita o Primo Levi e um recibo do Arquivo de Identificação do Areeiro, acho que não teria resistido a ali passar o resto da tarde.
Mas a burocracia chamou-me e lá parti eu rumo ao Areeiro e deixei a Amy a cantar para todos os transeuntes.
Hoje, no sossego e bucolia do Alentejo deixo-me ir nas ondas das suas músicas, das quais destaco uma das mais conhecidas de modo a que os leitores deste blogue se sintam identificados com qualquer coisa (acredito piamente que há uma justificação psicanalítica para isto).



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domingo, 24 de fevereiro de 2008
Tormento ou a grandiosa noite dos Óscares
Há quem se esteja a preparar para ficar a noite acordado.
Depois de ter visto uma brilhante interpretação do Daniel Day-Lewis a ser arruinada por um filme medíocre (para não dizer coisas piores), preparo-me para dormir atormentado por ter requisitado Primo Levi quando em casa tenho a 1ª edição das Benevolentes.
E com isto tudo espero acabar o Capuchinho Vermelho em Manhathan para poder exercer um pouco de maldizência.

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Viagem
O conceito de viagem será, porventura, um dos conceitos mais explorados e eternizados na literatura.
Sabendo que fiz uma daquelas afirmações que dificilmente poderão ser refutadas, deixo-vos as fotografias selvagens captadas entre Santarém e Grândola num fim de domingo mais ou menos chuvoso.
Gostava de que este post se tornasse numa dessas cadeias, mas não o farei, lançando apenas para o ar que gostava de ver os resultados de fotografias tiradas verdadeiramente ao calhas sem nunca prejudicar a condução ou outras pessoas.
O meu resultado foi o que se segue:















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Eu sei lá
Será que alguém me explica o que é a zona nevrálgica do campo?

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Peixe, peixe, peixe ou mais uma kleine pause

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Sofrimento
Livro da Semana
Suplantou Uma Casa na Escuridão dentro da inexplicável hierarquia das minhas preferências literárias.
Acho que só isso já é/será uma boa carta de apresentação para o Gonçalo que me presenteou com este enorme prazer no passado Natal.
A descrição da alma alentejana que Peixoto aqui nos propõe quase me faz acreditar que há beleza no interior do ser humano, o que se calhar até é verdade enquanto as pessoas estão caladas.
Neste livro, tive frequentemente a noção de estar a olhar para um conjunto de quadros numa exposição (gostaram da referência a Mussorgsky?).
Nem tenho bem palavras para descrever a forma como a narrativa do jovem de Galveias me tocou e sinto-me a gaguejar só de pensar nisso.
Muito sumamente: LEIAM!
A sério.

9/10

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Hasta siempre, Che
Ouvi dizer que este senhor renunciou.

Afinal não é só Portugal que mete água.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Espero bem que sim
Também no sábado, e aproveitando a minha visita à civilização, fui ver o filme ao lado anunciado.

E como hei-de descrever?

Mau?

Insuficiente?

Desde que o Brokeback Mountain arrebatou uma mão cheia de Óscares (repare-se como nem sequer me preocupo em pesquisar quantos) através de uma narrativa que teima em não avançar de forma regular, promovendo o Manoel de Oliveira como o expoente máximo do poder narrativo, este pode ser considerado um filme genial.

O que ainda valeu foi o final onde nos é oferecida uma simpática imagem de violência gratuita ao bom estilo de Tarantino. Entusiasmado por esse final e com vista a remendar o meu rabo dorido de duas horas e meia de Monumental, tive mesmo que ir até casa e debulhar o Death Proof com evidente prazer.

3/10

e para o sr. Tarantino, que me conseguiu arrancar mais umas genuínas e puras gargalhadas:

8/10

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Byblos
Neste último sábado resolvi vencer todos as minhas reticências e lá fui até à mais famigerada livraria destes últimos tempos: a Byblos.

Sita ali atrás das Amoreiras são mesmo 3300m quadrados recheados não só de livros mas de dvds; cds, jornais e um sem número de objectos relacionados com as lides interiores, convertendo-a numa livraria verdadeiramente europeia.

Confesso que uma vez lá dentro me senti noutro mundo, quase projectado noutra dimensão da existência humana. De tal forma que até a Cafetaria tem um mau serviço.

Com preços bastante competitivos, com bons funcionários e a possibilidade de pesquisa pessoal (grande vantagem em relação à FNAC) conseguiram projectar esta livraria num cantinho especial do meu coração.

PS- Confesso que as inúmeras garrafeiras de altíssima qualidade nas imediações são igualmente um chamariz.

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Livro da Semana


Soberbo!

O dr. Veiga recomendou-me vivamente asua leitura e eu assim fiz.

Embora a sua biografia possa constituir um incentivo, o conteúdo do livro é muito superior do que um mero enumerar de factos mais ou menos heróicos, até porque ele se debruça sobre a sua experiência indiana, assim como a participação na guerra do Afeganistão, embora isso possa ser encorporado na experiência indiana.

Apesar da sua ligação com a Máfia de Bombaim, os trechos filosófico-espirituais conseguem quebrar por completo o ritmo das aventuras, criando uma agradável sensação de repouso do calor e cheiros de Bombaim.

Quase que me arrisco a afirmar que este é o novo Siddhartha, de um mundo já muito diferente do de Herman Hesse. Também a leitura é muito mais agradável do que a de Siddhartha (nem sei bem se o terei conseguido escrever com o primor necessário).

Não se amedrontem com as 889 páginas, que isso passa a correr.

9/10

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
E tu?
Por onde queres que passe a nova ponte de Lisboa?

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Coisas
Há vezes sou levado a crer que se não está no Google então também não existe.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O senhor que se segue...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
A todos os estimados leitores
domingo, 10 de fevereiro de 2008
As armas e barões assinalados
Depois de por três vezes ter lido Os Lusíadas, vejo-me agora a braços com inúmeras leituras da Ilha dos Amores de modo a conseguir torná-la não apelativa, mas perceptível e dentro da legalidade para crianças de nono ano.
De certo modo guardo em mim a secreta esperança de que a épica e encoberta versão em prosa do qualquer coisa Barros que agora não me lembro do nome todo e também não me está a apetecer fazer uma pesquisa no Google me traga um pouco de luz e castidade mental.
A todos os que durante a próxima semana forem sofrer debaixo das minhas interpretações demoníacas, desejo desde já um grande bem haja.

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sábado, 9 de fevereiro de 2008
Dito matinal
Quando já tiver desperdiçado 1 milhão de oportunidades, acho que vou jogar no euromilhões

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Resposta a pesado e custoso desafio que muito de mim exigiu
A Pitucha continua a sua saga de me lançar novos desafios, pedindo-me desta feita para eleger as minhas doze/12/zwölf/twelve/doce/douze (será assim que se escreve?) palavras preferidas.
Depois de ter passado meio minuto a reflectir e de ter mesmo dado uma vista de olhos pela revista Mística, cheguei a algumas conclusões que passarei a expor:
1- boninas - vulgas florzinhas do campo
2- arreio - aparelho de solípedes ou em sentido figurado também pode significar enfeite
3- frecheiro - ou é um atirador de frechas ou um jovem namorador
4- peleja - discussão
5- potestade - força ou vulga potência
6- undoso - ondeante
7- indómito - rebelde
8- cerúleas - bela cor verde-mar ou azul qualquer coisa do céu
9- coreia - baile ou dança. Ou baile. Ou dança.
10- gramíneo -ou pode ser relva ou da natureza da grama, podendo mesmo ser relvoso
11- rubicundo - esta palavra está associada ao tom vermelho
12- cecém - é uma bela açucena

Quis Deus que todas estas palavras se encontrem no Canto IX d' Os Lusíadas, que eu a tanto não almejo.

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Sprint final
Faltam coisa de 100 páginas para o grandioso final.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Livro da Semana

Eis que se passa mais uma semana sem que eu tenha conseguido acabar o Shantaram (falta-me coisa de 160 páginas), sendo assim obrigado a falar/escrever/discorrer sobre outro livro qualquer que me apetecer.

Depois de ter dito razoavelmente bem dele no blogue da biblioteca, acho que aqui me vou dedicar a dizer mal apenas por um mero exercício de escrita.

Hipopóptimos, uma história de amor é um daqueles livros cuja moral é demasiado óbvia, tirando parte do encanto. Ao contrário de muitos outros livros para crianças, não me conseguiu cativar uma vez que parece passar o livro todo a prometer um arranque fantástico e surpreendente que nunca alcança. As semelhanças com Mantorras são por demais evidentes.
Seja como for, se forem grandes fãs da lógica que rege o Pássaro da Alma, sou capaz de vos aconselhar o livro.
4/10

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Aubade? Aubade! Aubade.
Já que hoje acordei numa de lamechice e de sensível interpretação do mundo, deixo-vos um dos meus poemas favoritos, da autoria do senhor Philip Larkin e que ostenta orgulhosamente o nome de Aubade.
O retrato da sociedade que ele apresenta é brutal. Sinto-me mesmo quase tentado a inventar uma das minhas brilhantes traduções para português de forma a causar impacto e horror nos ouvintes/leitores.
Até já e deixo-vos o original:


I work all day, and get half-drunk at night.
Waking at four to soundless dark, I stare.
In time the curtain-edges will grow light.
Till then I see what's really always there:
Unresting death, a whole day nearer now,
Making all thought impossible but how
And where and when I shall myself die.
Arid interrogation: yet the dread
Of dying, and being dead,
Flashes afresh to hold and horrify.
The mind blanks at the glare. Not in remorse-
- The good not done, the love not given, time
Torn off unused -
- nor wretchedly because
An only life can take so long to climb
Clear of its wrong beginnings, and may never;
But at the total emptiness for ever,
The sure extinction that we travel to
And shall be lost in always. Not to be here,
Not to be anywhere,
And soon; nothing more terrible, nothing more true.
This is a special way of being afraid
No trick dispels. Religion used to try,
That vast moth-eaten musical brocade
Created to pretend we never die,
And specious stuff that says
No rational being
Can fear a thing it will not feel, not seeing
That this is what we fear -- no sight, no sound,
No touch or taste or smell, nothing to think with,
Nothing to love or link with,
The anaesthetic from which none come round.
And so it stays just on the edge of vision,
A small unfocused blur, a standing chill
That slows each impulse down to indecision.
Most things may never happen: this one will,
And realisation of it rages out
In furnace-fear when we are caught without
People or drink. Courage is no good:
It means not scaring others. Being brave
Lets no one off the grave.
Death is no different whined at than withstood.
Slowly light strengthens, and the room takes shape.
It stands plain as a wardrobe, what we know,
Have always known, know that we can't escape,
Yet can't accept. One side will have to go.
Meanwhile telephones crouch, getting ready to ring
In locked-up offices, and all the uncaring
Intricate rented world begins to rouse.
The sky is white as clay, with no sun.
Work has to be done.
Postmen like doctors go from house to house.

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Barroco
Sou daquelas pessoas que anuncio aos quatro cantos do mundo que odeio o Barroco.
A talha dourada de norte a sul do país, as estátuas macabras, os inúmeros artifícios na construção literária, a música.
Odeio!!!
Contudo, sou obrigado a tirar o chapéu a um daqueles escritores que nunca me deixou de fascinar e que já vai em 400 anos.
É de se esperar celebrações pelo país fora.
Prometo que também eu darei o meu melhor.

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Carla Bruni
Agora que a Carla Bruni se casou com Sarkozy já a posso ouvir sem dilemas políticos de maior.
No promises a ecoar aqui bem perto de mim.

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Malvadez
Depois de me ter confessado que estava com uma dor de cabeça descomunal e ter começado a dissertar sobre o governo, resolvi responder de forma subtil ao ouvir este senhor aqui em baixo de forma desmesurada.
Levantou-se e foi-se embora depois de me perguntar que merda é que eu estava a ouvir.

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A importância da literatura
Desde há uns tempos para cá que o EL País nos tem presenteado com uma série de experiências que obtêm resultados assustadores.
A mais recente prende-se com a importância da literatura na vida dos ingleses, ou pelo menos é assim que eu interpreto esta marota brincadeira.
23% dos inquiridos acredita que Churchill nunca existiu, ao passo que 58% crê piamente que Sherlock Holmes existiu, o que muito abona em favor do Sr. Conan Doyle e da Penguin que têm os seus livros publicados a preços sedutores.
Também, temos que ser honestos: as mais diversas histórias que se contam em relação ao sarcástico humor de Churchill, ele só poderia ser um(a) personagem de ficção.
Mas leiam o artigo do El País que vale muito a pena.

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Entrudo
Ontem estive um pouco mais entrudo do que o habitual.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Mais álbuns para a gaveta

10/10

O álbum do pianista Mário Barreiros é um dos melhores que ouvi nestes últimos tempos e merece ser ouvido até à exaustão sonora. É o mínimo que se pode fazer.


8/10


9/10


10/10

Para os fãs do panque-roque, este é um daqueles álbuns para se ouvir over and over again e deliciarmo-nos com a forma naïve e bela como este meninos franceses resolveram conceber música.

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Mais motivos de orgulho

Um dos mais simbolistas filmes que tive o desprazer de ver nos últimos tempos, recebeu um dos ansiados prémios maiores do cinema espanhol, oque acaba por resultar num inegável motivo deorgulho nacional, mas sobretudo para Lisboa.

Ainda não me esqueci que o Fado deCoimbra, ou a Balada Coimbrã não esteve representada.

Há dimensões do fado que nem o próprio fado alcança.

PS- Não sei se esta última frase teve algum sentido, mas pareceu-me bem bonita.

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FP ou Função Pública
A quantidade de não-trabalho produzido por alguns dos funcionários públicos que me rodeia é aflitiva.
Hoje, 2ª feira a Biblioteca está fechada para que se possa fazer trabalho técnico à vontade. Eu, que tantas vezes não sirvo de exemplo para nada, estou para aqui confinado a fazer avaliações de crianças a quem já não associo o nome à cara e a tentar imaginar uma maneira simpática de ler a Ilha dos Amores a turmas do 3º ciclo. Trabalho técnico, portanto.
De repente, o telefone toca.
A ajuda dos dois seres que deambulam em meu redor em busca da sua identidade é requisitada algures no rés-do-chão. Depois do dito telefonema, seguiu-se um interessante diálogo que tentarei reproduzir o mais fielmente possível:
- Temos que ir lá abaixo.
- Fazer o quê?
- Ajudar a pôr tsunamis num fio de pesca.
- Isso é aquela cena japonesa?
-Ya, os bonecos de papel (nesta altura apercebo-me de que falam de tsurus e não do fenómeno natural que varreu Lisboa em 1755 e a Indonésia há menos tempo).
- E onde é que temos mesmo que ir?
- Lá abaixo.
- Acho que vou fumar um cigarro. Vens?

E lá fumaram um cigarro tranquilamente enquanto o telefone ainda tocou mais duas vezes em busca de ajuda e do paradeiro das duas senhoras.

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Como ontem choveu
Lá fora estava a chover e garantiram-me que este era um filme genial.
Ao fim de dez minutos, apercebi-me de que já o tinha visto, que associava a mulher do Denzel Washington a uma série de advogados e de que o filme era... mau.
Olhei para achuva, respirei fundo e tirei o filme.

3/10



Depois da primeira desilusão, resolvi optar por um dos filmes que mais expectativa me estava a causar. Sendo eu um dos muitos fãs que cresceu com a série do sr. Matt Groening, só posso dizer que me senti desfraudado com o filme.

A animação revela técnicas que a afastaram das séries e aspiadas parecem um pouco mais forçadas pela necesidade de se continuar a fazer acrítica dos valores da sociedade americana.

Mas averdade é que o Homer aparece um pouco mais estúpido, a semi-redenção do Bart é forçada numa súmula de personagens com um carácter diferente ou mais acentuado daquele que a mim me conquistou há uns 8 anos.

Olhei para a chuva, respirei fundo e tirei o DVD.

2/10

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Sinto-me assim

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Hihera.com