Big Breasted Blonde Amateurs
«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Inédito e incompleto
Mais uma vez sinto-me obrigado a agradecer a uma certa Lady Gee pela referência e por me fazer lembrar que dele nunca nada li, enriquecendo a minha dívida intelectual.

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Que ganhe o melhor (ou não)
Em dia de final da Liga dos Campeões ( o Google não nos deixa esquecer tais coisas), apresento ao estimado leitor um pequeno jogo de diferenças.


Para deleite de alguns e preocupação de muitos.

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terça-feira, 26 de maio de 2009
Directsamente do Perú, via Brasil
A este cadáver le falta alegría.

Qué culpa tan inmensa

cuando a un cadáver le falta alegría.

Uno quiere traerle algo radiante o gustoso (yo recuerdo

su felicidad de anciana comiendo un bife tierno),

pero Dora aún no regresa del mercado.



A este cadáver le falta alegría,

¿alguna alegría aún puede entrar en su alma

que está tendida sobre sus órganos de polvo?



Qué inútiles somos

ante un cadáver que se va tan desolado.

Ya no podemos enmendar nada. ¿Alguien guarda todavía

esas diminutas manzanas de pobre

que ella confitaba y en sus manos obsequiosas

parecían venidas de un árbol espléndido?



Ya se está yendo con su anillo de viuda.



Ya se está yendo, y no le prometas nada:

le provocarás una frase sarcástica

y lapidaria que, como siempre, te dejará hecho un idiota.



Ya se está yendo com su costumbre de ir bailando

por el camino

para mecer al hijo que llevaba a la espalda.

Once hijos, Señora Coneja, y ninguno sabe qué diablos hacer

para que su cadáver tenga alegria.


José Watanabe

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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Não é sempre assim
Num acto de pura insanidade, o meu cão atacou furiosamente o cesto onde guardo os alhos.
Depois de ter arrancado um alho inteiro (e apenas perante a aflição do animal, diga-se) da sua boca podenda de labrador em fase de crescimento, vi-me contaminado por um salutar cheiro a alho nas mãos que teima em não sair e que já me faz questionar se terei que ir a Fátima a pé acender uma vela com a forma de uma mão para me livrar de tamanha maldição.
Requisito ajuda.
Sincera, de preferência.

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sábado, 23 de maio de 2009
As coisas que uma pessoa faz para viver
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Branquelas






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Livro da Semana

Depois de ontem me ter esquecido/não ter tido tempo (riscar o que não interessa), venho hoje, com um ignominioso dia de atraso apresentar a todos os fiéis leitores deste blogue (não poderão ser outra coisa) o livro da semana.

Desta feita escolhi um livro juvenil que me divertiu como há já algum tempo não o faço.

O Diário de um Banana demonstra como é possível intercalar na perfeição texto e cartoons, condimentados com um humor simples, directo e que nos faz remeter para os mais negros e hilariantes momentos de escola.
Caso queiram dar uma espreitadela, podem fazê-lo através do blogue que serve para abrir o apetite. E com que estrondosa ferocidade se devora!
Relaxem, aproveitem o bom tempo e leiam-no na praia, nas esplanadas, em casa, deitados no sofá, na casa de banho. Mas leiam-no.
8/10

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Iniciativa
Mais uma vez sob a mão maestra de uma Y que não faz nenhuma referência B, dou de caras com um dos projectos mais inovadores no panorama musical nacional: http://www.optimusdiscos.com/
Se bem que sob a chancela da rede de comunicações, não deixa de ser meritório o esforço na promoção do que de novo se anda por aí a fazer.
A irem e explorarem.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Cañas y Tapas
De forma a melhor conseguir apreender tudo o que o Código do Direito de Autor e Direitos Conexos têm para me oferecer, resolvi encaminhar o meu corpo para esse franchising de nome apetitoso que é o Cañas y Tapas.

Perante a imensidão de oferta, acabei por remeter o alcance da minha vista para algo mais tradicional.

E mesmo aí surgiram-me dúvidas existenciais capazes de fazer inveja ao Woody Allen ou condenar o Sartre ao sétimo círculo do inferno existencialista.

Ora vejam lá e partilhem este meu drama : tortilla ou huevos rotos (sou uma pessoa simples, de gostos simples).

Apeteciam-me os dois, mas a minha barriga não se compadece para com tamanhas gulodisses e fui mesmo obrigado a fazer uma escolha. Depois de uma longa reflexão, digna de um Sócrates ou um Sun Tzu, optei pela tortilla.

Esperei um pouco, devorei uma mista (depois de um episódio por deveras longo e complicado para aqui explicar passado com uns indivíduos brasileiros que desconhecem os mais básicos termos cervejísticos existentes neste país que teve a infelicidade de me ver nascer) e, enfim, lá veio a tortilla.

Acabadinha de fazer, cheirava "de puta madre" e o meu apetite abriu-me a boca e o estômago para tal pitéu que, de tão simples, me fez crescer água na boca. Já não me lembrava da última boa tortilla que tinha comido e o desejo aumentou exponencialmente enquanto o garfo se aproximava da minha boca salivante.

Mas bastou uma singela garfada para perceber que a tortilla sabia a huevos rotos, assim conseguindo cumprir os meus dois desejos mais obscuros e uterinos. Não conseguia, pura e simplesmente, acreditar! Elevei as mãos aos céus, agradecendo tamanha dádiva. Pensei mesmo enviar um sms ao Cardeal de Lisboa a denunciar tamanho milagre ou até mesmo ir Palencia a pé só para visitar alguém que me queira ouvir.

Claro que guardarei para sempre, com uma certa emoção e tudo, aquela cozinheira que me satisfez como nunca nenhuma outra.

E isto, apesar das patatas alioli estarem terrivelmente mal fritas e a mayonese ser digna de uma marca dita branca de uma qualquer grande superfície.

Mas um 2 em 1 daqueles merece. Muito. O que é, por vezes, o contrário de nada.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009
10º
Será que o Saramago já pagou a dízima e assim ganhou direito a figurar nas listas?

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terça-feira, 19 de maio de 2009
Verquê??






Por vezes apenas gostava que houvesse uma leve luz que iluminasse a escuridão deste início de Verão.



Ou será fim de primavera?

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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Curtas
- Mais um artigo com a minha marca

-Há quem tenha estado de parabéns. Mas como é assim uma coisa secreta não disse nada

- Continuam os poemas fantásticos

- Tenho que admitir que aqui também

- Continuam a morrer escritores que nunca li

- Olha que giro. Por estas e por outras é que hei-de ser eternamente contra

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O passar do tempo
Nada como começar a semana ao sentir-me velho quando vejo os jovens reagirem à minha leitura da Antologia do Humor com sucessivos "lol" ditos de forma veemente perante a passividade de professores.
Estranhei, pois estranhei.
Escrito é uma coisa, agora dito enquanto sinal de aprovação...
Valeu-me a aprovação.

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domingo, 17 de maio de 2009
Paraty que não Paulo
Desde o relato do ano passado do Francisco José Viegas sobre o Festival Literário de Paraty (bela coincidência com o nosso ex-árbitro) que fiquei com aquela nervosa pulga atrás da orelha.
Caso tivesse o tempo (€€€€€) suficiente iria. Se alguém me quiser convidar, por favor, não se faça rogado.
A Isabel Coutinho causou-me uma certa azia ao publicar o programa.
A inveja é uma coisa levada da breca, digo eu.

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Golpeado
Embora não tão viciante quanto os outros meninos da Linha, mas a fazer lembrar imenso os Heróis do Mar, o álbum d'Os Golpes já aí está.
Pode-se ouvir parcialmente no inevitável Myspace

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Estreia
De certa maneira, senti que o facto da Y desta sexta não ter consagrado pelo menos 2 páginas à tal Fachada do outro dia, mas apenas uma foto na publicidade da FNAC e outra nos concertos a não perder, me fez encarar este fim de semana como algo de inaudito e único (lamento, mas a minha aparente senilidade e insistência é culpa exclusiva da Marta).
Na impossibilidade de ir ver a estreia de um dos mais martirizantes bateristas que a humanidade já conheceu (que o digam as imensas aulas que o tive ao meu lado a fazer usofruto do meu tuberculoso físico como percursão), fui-me estrear nas lides veraneantes, rivalizando com os bifes que vivem na Costa Alentejana.
Aviso, assim, toda a populaça que ouse ir à praia.
Eu poderei estar lá.

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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Urrrgh, ou a fingir que estudo direito
Depois de uma série de dilemas morais e políticos aquando da organização/preparação de uma exposição sobre o tempo da outra senhora, vejo-me agora a braços com uma outra tremendamente saudosista dos tempos da reforma agrária.
Embora nunca o diga directamente, mas cada painel parece incitar a um novo movimento de "libertação" das terras ao relembrar o quão bom foi o verão quente no alentejo.
Bem, vou mas é estudar as 66 páginas que me separam de saber tudo o que há a saber sobre o direito de autor em Portugal.
Se ainda conseguir pronunciar mais do que duas palavras de forma didática no final disso, aceitarei um café produzido num país onde não tenha havido PREC.
Agradecido

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Gostar de ilustração

Anna Laura Cantone

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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Livro da Semana

Não resisto. Vejo o nome do MEC e há algo em mim que desperta como que a dizer: Pick Me. Choose Me.

E assim fiz com o livro cuja capa poderão ver.

Receei. Gosto do Zink e sou leitor assíduo das crónicas do Manuel Serrão. Contudo, o ser baseado num dos meus programas televisivos preferidos, fez-me temer o pior.
É oficial. Tremi. Tinha tudo para ser uma desilusão.
Quando a expectativa é alta, a desilusão costuma ser enorme.
Mesmo assim, a curiosidade mortal que me costuma consumir no dia a dia levou-me a requisitá-lo na biblioteca e a devorá-lo na solidão de Pombal.
E... gostei.
Foi estranho. Quase tão estranho como quando vemos a nossa namorada de infância a beijar um rapaz mais feio e gordo do que nós.
Mas foi bom. Os diálogos são ricos e cheios de piadas inteligentes quase fazendo-nos reviver de novo o programa.
Fez-me rir. Preencheu-me o vazio de uma noite, assim conseguindo dormir mais descansado.
Obrigado rapaziada!
7/10

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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Y Fachada?
Como talvez fosse engraçado haver um estudo sobre a quantidade de vezes que o B Fachada aparece na Y, debruço-me sobre os contos de Truman Capote.
Porque se há coisa que insisto em não ser, é engraçado.

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13 de Maio onde quer que seja
Mais um 13 de Maio e ainda não fiz nenhuma trivela.

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terça-feira, 12 de maio de 2009
Chega a ser ingrato

Por muitas fotografias e títulos criativos que consiga arranjar, nunca conseguirei um momento de tamanha intensidade mística.
Por isso é que uns são profissionais e eu um mero amador

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Por encontros de contadores em terras Pombalinas
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Vai um Tawne?
Confesso que por vezes sabe bem receber coisas como isto no mail e deixar-me ir durante pouco mais de 10 minutos.
De regresso à realidade, tenho o construtivismo à minha espera.
Acho que dia 16 eles ir-se-ão estrear. Em Lisboa, ouvi dizer...
Até lá, é ouvir e ouvir e ouvir...

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domingo, 10 de maio de 2009
O senhor que se segue...
sábado, 9 de maio de 2009
Às vezes dá-me para isto
Echo de menos al toque de tus besos
sentindo sueño con tus manos en las mías
y lloro por la que me acompaña en esta noche.
Viajo sin palabras ni olvido
por calles vacías, rellenadas de pensamentos míos
(aún más vacios que las calles)
y luego me veo soñando,
sentindo tus manos en las mías
como quien echa de menos al toque de tus besos.

Juande Ramos

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terça-feira, 5 de maio de 2009
Obrigado
o negro é o espirrar do sangue de cada dia
o negro é também a cor peculiar das máquinas de ferir
e a dor é um gozo negro

o negro é a mancha queimada de óleo humano sobre
a terra
é o óxido de cansaço espesso nos olhos dos gatos
e a dor é o miar cortado na escuridão

na corrente de fogo
na cinza dos dedos velhos no asfalto
na cabeça cortada da criança no caminho

a dor negra
também é todo este fumo
enquanto a parede respira com pulmões de ferro

Ahmed Barakat
Tradução: André Simões

Tirado daqui

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Existencialismo, nervosismo, tretismo ou apenas mais uma noite de estudo

Ao fim de várias horas em frente ao pc, começo finalmente a perceber Turner

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Muraquê?
Há pessoas que me irritam profundamente, despertando em mim os meus mais profundos sentimentos capazes de me fazer transformar num verdadeiro Mr. Hyde.
Felizmente, de há uns tempos para cá, tenho tido o prazer de conviver directamente com uma, fazendo-me agradecer a todas as outras pesoas com quem me cruzo diariamente o facto de existirem.
Caso achem que estou a ser particularmente embirrante, escolho um episódio sofrido, ocorrido no meu sacrossanto gabinete enquanto tentava concentrar-me para escrever mais um interminável relatório para o PNL.
Ora leiam lá (só se quiserem que aqui ninguém obriga ninguém a nada):
Escritório minúsculo virado a sul. Livros e a minha agenda em cima da mesa. David Bowie como música de fundo.
GI (gaja irritante) - Ai! Já li todas as novidades que a biblioteca tem.
GT (gaja tolerável) - A sério? Olhe que ainda são muitos livros.
Eu - (suspiro!)
GI - Sim, ainda agora fui lá abaixo e não há nada de novo. Não sei como é. Não devem comprar livros. É sempre a mesma coisa, já li todos.
Eu - (grunhido algo audível demonstrando um amor profundo ao space oddity)
GT - E os antigos?
GI- Também. Não todos claro, mas praticamente tudo.
Devo deixar uma leve nota dizendo que o fundo desta biblioteca em que trabalho se cifra, de momento, nos 28404 registos.
GT - E já leu aquele chinoca?
Eu - O Murakami?
GT - Sim, esse.
Eu - O Murakami é japonês.
GT- Pois, já leu esse?
GI - Sim, claro. Já li o Pedra-de-paciência e o Terra e Cinza. Gostei muito. Imenso mesmo. São muito bonitos.
Eu -Esses livros são do Rahimi. Attiq Rahimi.
GI - Sim, esse. Não foi o que disse?
Eu- (visivelmente irritado) O Murakami é japonês. Teve um bar de jazz, viveu nos States e é um candidato crónico ao Nobel. O Rahimi é afegão. Mora em França. Ganhou o Goncourt.
GI - É tudo a mesma coisa. São todos asiáticos. Mas a pedra-de-paciência é um livro lindíssimo.
Eu - Ainda a semana passada fomos às compras e temos imensa coisa nova.
GI - Sim, mas não têm o do colega da Júlia Pinheiro.
Contra factos não há, de facto, argumentos.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009
O senhor que se segue
Antologia do Humor
Nada como espantar os transeuntes enquanto rio a bom rir na preparação de uma apresentação sobre a Antologia do Humor.
Por bem menos, dizem-me, vi eu pessoas internadas.
Olho de forma descontraída para os inquisidores invejosos e mergulho de volta num esforço sério de me divertir lendo.

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sábado, 2 de maio de 2009
Malefícios da vida alentejana
Hihera.com