Big Breasted Blonde Amateurs
«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
domingo, 8 de novembro de 2009
Resquícios durienses

Entre passeios a roçarem o paradisíaco e a despertarem todos os possíveis sentidos que o corpo humano tem, eis que me deparei com um fantástico Curva 2006.
Pertença da tradicional casa de Portos Cálem, é um vinho suave, tremendamente frutado, fazendo-nos viajar pelo Alto Douro Vinhateiro sem sairmos do sítio onde o estamos a beber.
Desde tão tremenda experiência que resolvi assumir a sua compra para reserva caseira como uma verdadeira demanda de cariz quase religioso.
A quem o conseguir comprar, oferecer-se-à generosa recompensa.
Ou então um sorriso.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Recuerdos ou o fim de um mito

Tal como acontece com as pessoas, também os vinhos conseguem despertar em mim sentimentos quase humanos como o receio e a expectativa de rever alguém de quem gostamos e faz tempo que não vemos.
O mesmo aconteceu comigo ontem quando resolvi desbravar um mítico Mazouco 2001 que marcou uma geração vinícola na minha vida.
Houve mesmo um aniversário deste vosso amigo que vos escreve em que se esgotou o stock de um restaurante.
Por apenas 3€ vendeu-se este vinho por esse país fora, fazendo as delícias de milhares de apreciadores de bons vinhos a preços baratos.
As mãos tremiam-me de nervosismo, mas não tanto quanto me tremiam os lábios face ao contacto inicial, depois de tanto tempo de expectativa.
E eis que o vinho ainda estava bom. O vinho ainda É bom.
Depois de 3 anos guardado na minha secreta (apenas secreta por estar oculta do sol) garrafeira, pude deliciar-me com 2 copos fabulosos e extraordinários.
Senti-me viajar no tempo e regressar a bons momentos num vinho leve mas com a personalidade típica do Douro.
A má e trágica notícia é que a garrafa deverá acabar hoje ao jantar.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O verão e estas coisas

Estimulado por recentes visitas, lá tive que dedicar parte destes últimos dias a consecutivas degustações e prazeres gastronómicos.

De entre todas as provações aque meencontrei submetido, não consigo deixar de destacar a suavidade e paladar extremamente aveludado deste vinho do Douro.
O Reserva do Planalto 2008 que tem como imagem de apresentação uma garrafa por deveras curiosa e elegante com um preço bastante convidativo, é um dos melhores (ou o melhor?) brancos que pude saborear neste verão, tendo-me feito prometer que ainda por ele passaria antes de se acabar o calor e remeter os brancos para o obscuro recanto da minha mente que dura 3 estações do ano.
Se o encontrarem por esses supermercados e garrafeiras fora, não hesitem.
Give it a go!

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sexta-feira, 17 de julho de 2009
First Flush, sff
O meu consumo de chá encontrou finalmente uma razão de ser:
graças a uma singela indicação, desloquei-me algo desconfiadamente a uma loja de chás. É boa, asseguraram-me.
Embora já tivesse tido um primeiro contacto indirecto através do consumo (deleitoso, de resto) de um pu-erh exótico, nada como ir, ver, sentir, escolher e ansiar por um regresso caseiro para aumentar o consumo.
Sei que esta estória, para ter algum interesse, deveria estar recheada de pequenas peculariedades que a tornariam em algo único, cheio de pura adrenalina, capaz de mudar a nossa vida de forma súbita e atroz, mas não.
Lamento.
O aumento considerável de prazer gustativo na minha vida conduziu-me a este estado de sem graça e quase (aparente) paz.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Cañas y Tapas
De forma a melhor conseguir apreender tudo o que o Código do Direito de Autor e Direitos Conexos têm para me oferecer, resolvi encaminhar o meu corpo para esse franchising de nome apetitoso que é o Cañas y Tapas.

Perante a imensidão de oferta, acabei por remeter o alcance da minha vista para algo mais tradicional.

E mesmo aí surgiram-me dúvidas existenciais capazes de fazer inveja ao Woody Allen ou condenar o Sartre ao sétimo círculo do inferno existencialista.

Ora vejam lá e partilhem este meu drama : tortilla ou huevos rotos (sou uma pessoa simples, de gostos simples).

Apeteciam-me os dois, mas a minha barriga não se compadece para com tamanhas gulodisses e fui mesmo obrigado a fazer uma escolha. Depois de uma longa reflexão, digna de um Sócrates ou um Sun Tzu, optei pela tortilla.

Esperei um pouco, devorei uma mista (depois de um episódio por deveras longo e complicado para aqui explicar passado com uns indivíduos brasileiros que desconhecem os mais básicos termos cervejísticos existentes neste país que teve a infelicidade de me ver nascer) e, enfim, lá veio a tortilla.

Acabadinha de fazer, cheirava "de puta madre" e o meu apetite abriu-me a boca e o estômago para tal pitéu que, de tão simples, me fez crescer água na boca. Já não me lembrava da última boa tortilla que tinha comido e o desejo aumentou exponencialmente enquanto o garfo se aproximava da minha boca salivante.

Mas bastou uma singela garfada para perceber que a tortilla sabia a huevos rotos, assim conseguindo cumprir os meus dois desejos mais obscuros e uterinos. Não conseguia, pura e simplesmente, acreditar! Elevei as mãos aos céus, agradecendo tamanha dádiva. Pensei mesmo enviar um sms ao Cardeal de Lisboa a denunciar tamanho milagre ou até mesmo ir Palencia a pé só para visitar alguém que me queira ouvir.

Claro que guardarei para sempre, com uma certa emoção e tudo, aquela cozinheira que me satisfez como nunca nenhuma outra.

E isto, apesar das patatas alioli estarem terrivelmente mal fritas e a mayonese ser digna de uma marca dita branca de uma qualquer grande superfície.

Mas um 2 em 1 daqueles merece. Muito. O que é, por vezes, o contrário de nada.

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quinta-feira, 9 de abril de 2009
Good morning

Graças a uma amiga que andou a deambular pelas ruas da capital britânica, consegui finalmente matar um desejo que andava em crescendo há coisa de quase 5 anos.
Se bem que no mítico Pereira da Rua Garrett se consiga um Lapsang Souchong bastante razoável, este é impressionantemente mais fumado e saboroso.
Há maneiras e maneiras de se começar os dias primaveris deste alentejo, mas com este chá falo-vos de um despertar bem mais agradável.
Acreditem que há quem agradeça!

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domingo, 30 de novembro de 2008
Paixão...
Eu e o mestrado regressamos dentro de momentos...

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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Às vezes vale a pena acordar
Um pequeno almoço com isto: uma torrada disto

enquanto ouvia isto com tanto prazer como se fosse a primeira vez

e lia isto

E tudo, tudo, sob um indescritível sol de manhã fria no alentejo.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Começar bem o dia

Ainda ontem estava nos Açores e já hoje não há nenhum que habite a minha casa, pois o meu dia começou com um peuqeno-almoço de luxo.
Um English Breakfast da Twinings com um leve toque de leite (coisa que raramente faço de maneira a não desfazer a magia da mistura) e bolos lêvedos aquecidos com manteiga.
Há dias em que vale a pena acordar.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Paulo Laureano - o rosé
Depois do post anterior, eis que veio o almoço e não resisti.
De forma a combinar com a cor do mais gordo dos peixes grelhado, resolvi abrir a mais recente recomendação da minha garrafeira de estimação:
o rosé do Paulo Laureano é um vinho extremamente suave e que se bebe de forma perigosamente rápida. Isto, porque, ainda estamos mais ou menos no Verão.
Já agora e como pequena nota de destaque, o facto de Paulo Laureano insistir na aposta de castas nacionais, o que acaba por ser de louvar.

8/10

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Akbar pela manhã

Bem sei que a primeira palavra pode querer indicar uma qualquer manhã fatídica, mas desenganem-se os estimados leitores deste blogue.

Akbar é o maior exportador mundial de chá do Ceilão e é uma verdadeira introdução num nível de negócios verdadeiramente alucinante com uma lógica completamente distinta da nossa (europeia).
Contudo a gama de produtos oferecidos é um pouco diminuta. Mas já aqualidade do chá... senti o mesmo que em relação ao Preto da Gorreana: grande potencial, mas mal explorado. Mas desta feita o material natural é soberbo.
Forte mas não em demasia, com o sabor único de Ceilão e um cheiro capaz de tornar a nossa manhã um pouco mais sorridente.
7/10

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quinta-feira, 24 de julho de 2008
A glimpse of paradise
Sentado numa sala fresca a ouvir Tom Waits, ler Hemingway e beber Frappé.

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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Uma desilusão e uma agradável surpresa



Vinda directamente da Lituânia para o meu frigorífico veio uma cerveja de que não me arrisco apronunciar onome em voz alta.


A Svyturys cumpre na perfeição a missão de uma cerveja que se emancipa do global da europa central, não caindo na tradição aquosa da Ucrânia.

Com pouco menos de 6º é uma bela preta sem cair no excesso da Sagres Preta ou até da mítica Cristal.

Por isso merece um 7/10 ao passo que a desilusão vem da parte da nossa Super Bock, cujo modelo Xpress me deixou um pouco desiludido, pois esperava francamente mais. E não sabe a imperial, até porque uma imperial encontra-se sempre dependente de inúmeros factores que não só o envase e o fabrico.

3/10

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quinta-feira, 10 de julho de 2008
A queda de um mito


Durante anos criei em mim a ilusão de que a Guinness de garrafa seria melhor do que a de lata. E istoapesar do facto de a lata ter lá dentro aquela bolinha que ajuda a fazer espuma.
Ontem o mito caíu. Ou confirmou-se.
Ao abrir religiosamente uma garrafa de Guinness, senti a diferença.
Quase não parecem a mesma cerveja.
Mas como decidir qual a melhor?
Não consigo. Mas acreditem que me esforcei bastante. Cheguei mesmo a perder cerca de 14 minutos de salutar leitura para tentar chegar a uma conclusão que não veio.
Desisti e usufrui.
Só.

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quinta-feira, 3 de julho de 2008
É fácil habituarmo-nos à boa vida
Ninguém tem por aí um frapé???

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quarta-feira, 2 de julho de 2008
In the Allgarve
Apenas para provar de mim para mim que estou no Allgarve, já bebi a minha primeira Strongbow, sendo que ainda ali tenho uma Scrumpy Jack a sorrir-me.

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quarta-feira, 18 de junho de 2008
Esto es mi tinto de verano
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Grimbergen

Eis que mais uma vez apresento aqui uma cerveja especial para a Pitucha.

Mas a verdade é que o meu fascínio pelas cervejas belgas parece não ter fim. Desta feita foi a Grimbergen Cuvée de l'Ermitage que se apresenta com 7,5º e com o característico sabor das cervejas "monásticas".
Forte e com um bom balanço entre o doce e o amargo é ideal para acompanhar uma boa refeição alentejana (sim, ontem o meu jantar foi mesmo a bela de uma açorda de tomate a roçar as migas de poejos).
Para beber e chorar por mais...
9/10

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segunda-feira, 5 de maio de 2008
La fin du monde


Os Dirtbombs têm uma música com o seu nome e acreditem que bem merece.

Contrariando a onda europeia (sobretudo da zona do Benelux) a que este blogue se tem dedicado, venho agora confessar o inusitado prazer que se consegue sentir ao se beber esta cerveja canadiana.
Canadá? Sim, Canadá.
Com um paladar e uma textura únicos, esta cerveja transporta-nos pelos mais diversos universos do sabor, deleitando-nos a cada momento.
O único defeito é mesmo a imensa dificuldade de conseguir encontrá-la.
Quem descobrir um bom sítio neste país onde a possa adquirir sem grande esforço, agradeço a informação.
9/10

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sábado, 8 de março de 2008
Ligeira troca de amores
Daqui para aqui, com a vantagem de agora estar muito mais perto.
Creio que o ditado será qualquer coisa como "Longe da vista, longe do coração"...
Esperem comentários às fantásticas e quase infindáveis "mezclas" que oferecem.

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